Acusados de matar vereador da Paraíba são condenados a 25 e 22 anos de prisão

Defesa informou que um dos réus teria sido ameaçado pelo vereador após manter um caso amoroso com ele na época, mas os jurados não acataram o posicionamento; moradores comemoraram a sentença



Julgamento durou cerca de 10 horas
No primeiro júri popular referente ao assassinato de Geraldo Caetano (Déa), então vereador do município de Serra Branca, no Cariri da Paraíba, a 234 km de João Pessoa, o acusado de ser o autor e o mandante do assassinato foram, respectivamente, condenados a 25 e 22 anos de prisão no julgamento encerrado no início da noite desta quinta-feira (27), após cerca de 10 horas, no plenário do Fórum Judiciário da cidade.

A defesa dos réus apresentou uma nova tese, diferente da trabalhada até então durante a fase processual, que foi a de crime passional. Os advogados defenderam o posicionamento do acusado de autoria do crime, que disse ter sido ameaçado pelo vereador após manter um caso amoroso com ele na época.

Os jurados, no entanto, não levaram o discurso do réu em consideração e condenaram ambos. O juiz relatou, na sentença condenatória, que o crime cometido foi o de ‘pistolagem’ contra o vereador serra-branquense.

A promotoria informou que o julgamento do terceiro suspeito de envolvimento no homicídio, que teria sido o mentor intelectual, deverá ter o mesmo desfecho do primeiro, independentemente do tempo e do local em que o júri ocorrer. O réu entrou com um recurso no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Moradores, familiares e amigos de Déa comemoraram o resultado. Gritos e até fogos de artifício foram utilizados na entrada dos condenados no carro da Secretaria de Administração Penitenciária.




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Autor Radio Cenecista - FM 89.9 Picui PB

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