Relator do Orçamento de 2016 defende corte de R$ 10 bi no Bolsa Família


A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) o relatório preliminar do Orçamento de 2016, do deputado Ricardo Barros (PP-PR), que inclui as receitas provenientes da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). A recriação do tributo, no entanto, ainda precisa do aval do Congresso para começar a valer.
Na próxima segunda-feira (7), em nova reunião da CMO, os parlamentares irão avaliar os relatórios setoriais, que especificam valores por áreas.

O relator do Orçamento afirmou que será preciso cortar cerca de R$ 20 bilhões em despesas para garantir a meta de superávit primário do ano que vem, que é de R$ 34,4 bilhões (0,7% do PIB), como estabelecido pelo Ministério da Fazenda.

Para fechar a conta, Barros pretende incluir no relatório final um corte de R$ 10 bilhões no montante previsto para o programa Bolsa Família. A redução não consta no relatório final aprovado nesta quinta. 

Conforme aprovado pelos parlamentares, a CPMF deverá ser incorporada ao Orçamento a partir de setembro de 2016, com a previsão de arrecadar R$ 10 bilhões ainda no próximo ano. Até lá, o governo calcula que haverá tempo suficiente para aprovar a volta do tributo na Câmara e no Senado.

CPMF
proposta de recriar a CPMF foi anunciada pelo governo federal em setembro como uma das medidas fiscais para aumentar a arrecadação e garantir o reequilíbiro orçamentário.

Caso seja aprovado pelo Congresso, o novo imposto deve ser cobrado sobre as transações bancárias para financiar integralmente os gastos da Previdência Social.

Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o objetivo é que a CPMF seja provisória e não dure mais do que quatro anos. O imposto vigorou por dez anos e acabou em 2007, quando foi derrubado pelo Senado. Enquanto existiu, o imposto injetou nos cofres do governo mais de R$ 222 bilhões.


G1 

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Autor Radio Cenecista - FM 89.9 Picui PB

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