Como vivia a população de Nova Palmeira entes da chegada da luz elétrica

Você consegue imaginar como seria viver sem eletricidade? Para as novas gerações, a falta da energia elétrica é algo inimaginável. Seria impossível viver sem computador, geladeira, televisão, chuveiro elétrico e tantos outros confortos e comodidades trazidas pela energia.


Contudo, até o século 19, todos viviam apenas da iluminação solarno Brasil. Nesse período, as pessoas  dormiam bem cedo ou ficavam em casa, iluminados pela luz da lamparina ou do lampião.

A cidade de Nova Palmeira viveu essa situação até 1956 quando, ainda distrito de Pedra Lavrada, recebeu através da administração do prefeito Eugênio Vasconcelos, energia de motor diesel, acionado por um gerador.

Era um período completamente diferente do atual, porém, de muitas lembranças boas para quem viveu a época. O gerador, que foi operado por José Francisco Medeiros (Zizi) e tempos depois por Uede, funcionava das 18h00 às 21h30. Eram gastos cerca de oito litros de combustível por noite.
 
Zizi era o operador da máquina que gerava energia
(Foto: Reprodução)
Depois de piscar umas três vezes, em intervalos com cerca de três minutos, o equipamento era desligado.

Era dar a primeira piscada e a turma sair correndo atrás do lampião, vela ou lamparina, mas, geralmente, nesse horário a cidade quase toda já estava dormindo. 

Nessas condições, a população local precisava improvisar em muitas atividades. Para passar roupa eram usados ferros à brasa. Os banhos eram frios ou com água aquecida no fogão à lenha.

A ausência de energia elétrica naquela época implicava, diretamente, na impossibilidade de se conservar alimentos frescos por muito tempo, o que obrigava as pessoas a adquirir apenas o suficiente para a refeição do dia. A carne era comprada em porções de um quilo ou pouco mais, suficiente para o almoço e o jantar do dia. Só depois de algum tempo que chegou a primeira geladeira a gás, de Maria dos Santos Pinheiro (Mocinha de Chico Pedro).

A máquina que funcionava uma época, ficava quebrado outra, só deixou de operar com a chegada da luz elétrica no ano de 1967, quando Nova Palmeira já contava com quatro anos de emancipação política.

Dormir cedo, sair durante a noite na companhia de amigos à luz da lua ficou no passado. Embora a luz elétrica atualmente seja indispensável, os anos vividos pela população nova-palmeirense nos idos dos anos 50 e 60 deixam saudades indeléveis.

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Autor Radio Cenecista - FM 89.9 Picui PB

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