Cartaxo desconversa sobre devolução dos R$ 10 milhões à Caixa no 'Caso Lagoa' e cobra Governo Federal

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) tinha até o dia 7 de janeiro para efetuar o ressarcimento dos R$ 10 milhões cobrados pela Caixa Econômica Federal, após irregularidades e superfaturamento apontados pela Controladoria-Geral da União (CGU). A data limite foi em um domingo, o que provavelmente alargou o prazo para esta terça-feira (9). O prefeito da Capital Luciano Cartaxo (PSD) não confirmou, na manhã desta segunda-feira (8), o pagamento do montante ao banco e ainda rebateu fazendo uma cobrança ao Governo Federal.
“O Governo Federal é que deve recursos a prefeitura, temos lá quase 4 milhões para serem pagos através do Ministério das Cidades à Prefeitura de João Pessoa e ainda não foi depositado. Estamos aguardando que esse dinheiro chegue”, afirmou Cartaxo.
O vice-prefeito de João Pessoa Manoel Junior (MDB) convocou uma reunião do Diretório Municipal do MDB, possivelmente para conter os ânimos partidários com relação ao nome de Cartaxo. O presidente da sigla na Paraíba e pré-candidato ao Governo do Estado, o senador José Maranhão (MDB) teceu duras críticas ao prefeito pessoense, inclusive o chamando de traidor, o que pode ter abalado a frente das oposições. Sobre a aliança com o MDB, e o pacto firmado entre a oposição, o prefeito disse que precisam colocar as cartas na mesa e apresentar uma chapa com perspectiva de vitória.
“Com diálogo, entendimento e maturidade acima de tudo, a gente consegue avançar. Agora para isso é preciso que a oposição coloque as cartas na mesa. Isso é essencial, que os partidos tenham maturidade para dizer o que pensam. Fazer uma discussão aprofundada sobre o cenário, sobre a composição da chapa, chegamos a janeiro. Na minha avaliação, dizia isso desde o ano passado e continuo com o mesmo pensamento, que agora em janeiro é o momento ideal e oportuno para se fazer a grande discussão e se chegar a um consenso, para apresentar uma chapa forte e com perspectiva de vitória”, disse Luciano Cartaxo.
O prefeito ressaltou ainda que o debate tem que ser feito o quanto antes para definição do nome que vai representar a oposição, já que adiar muito essa decisão é um risco tendo em vista o curto prazo de campanha. “Chega um e diz que deixa para fazer o debate depois do carnaval, outro depois da Semana Santa, e aí depois está em cima do calendário eleitoral. Todos sabemos que essa é uma eleição curta, de apenas 45 dias. O estado da Paraíba com 223 municípios você fazer uma campanha com apenas 45 dias”, analisou. (gordinho)
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Autor Radio Cenecista Picui PB

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