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Tragédia de Brumadinho (MG)

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- O número de vítimas fatais após o rompimento da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, subiu para 84, segundo informou o coordenador da Defesa Civil do estado, major Flávio Godinho, na noite desta terça-feira (29). Conforme o porta-voz da Defesa Civil de MG, 135 pessoas estão desabrigadas. Há ainda 276 pessoas desaparecidas, enquanto 192 foram resgatadas com vida e 390 localizadas (244 são da Vale). "Não sabemos a quantidade de corpos ainda, mas os trabalhos estão sendo feitos. Por conta desse fato, vamos estender as buscas neste domingo", afirmou o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais. A Polícia Civil de Minas informou que 42 mortos já foram identificados.
- Golpistas tentando lucrar com o sofrimento das pessoas em Brumadinho/MG vem divulgando correntes falsas em redes sociais, se dizendo representantes de instituições oficiais, pedindo doações em dinheiro sob pretexto de prestar auxílio às vítimas da tragédia de Brumadinho. De acordo com o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), "aproveitadores estão divulgando imagens falsas com contas correntes usando imagens de instituições de renome, mas com sites fakes."
- A pedido do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), a Justiça do Trabalho autorizou o bloqueio de R$ 800 milhões da mineradora Vale, responsável pela barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na tarde de sexta-feira (25). Até o momento, a Justiça já determinou o bloqueio de R$ 11,8 bilhões das contas da mineradora. 
- A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) divulgou uma nota na tarde desta segunda-feira (28), desmentindo um boato que vem circulando nas redes sociais e aplicativos de mensagens sobre um ataque terrorista na barragem de Brumadinho/MG, perpetrado por "venezuelanos das FARC". Segundo a agência, ligada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, a história de terroristas de origem sul-americana atacando a barragem é “totalmente inverídica”.
- A Vale vai doar R$ 100 mil para cada família que teve um parente morto na tragédia gerada com o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. As doações serão repassadas a partir de amanhã (29). Segundo a empresa, trata-se de doação, e não de indenização. No local, será colocada uma cortina de contenção no Rio Paraopeba para evitar que a lama se espalhe e afete o abastecimento de água na cidade de Pará de Minas.
- Dois engenheiros, suspeitos de fraudarem laudos técnicos da empresa Vale, permitindo operações na barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, foram presos na manhã de hoje (29) em São Paulo. A ordem de prisão foi expedida pela Justiça de Minas Gerais. Segundo informações preliminares, os pedidos de prisão foram expedidos no fim de semana. Os homens foram presos em casa. Há desdobramentos da operação também em Minas Gerais. Porém, não foram detalhadas as ações nem os locais.
- Os trabalhadores que tiveram suas casas afetadas pela tragédia de Brumadinho (MG) poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, anunciada nesta tarde (28) pela Caixa Econômica Federal, atende a Lei Federal 10.878/2004.
- Nesta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mobilizou um efetivo de 280  homens para prosseguir na busca de vítimas da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde a última sexta-feira (25), data do rompimento da barragem da Vale, os Bombeiros realizam um trabalho árduo, meticuloso, que requer muito ganhar dinheiro em casa treinamento, com a lama até o nariz, para não afundar. Nesse esforço, eles realizam a sua missão sem a contrapartida mínima do Estado, que é o pagamento em dia dos salários, hoje parcelados, além da quitação integral do 13º salário de 2018, que está atrasado, e sem perspectiva no curto prazo de ser recebido.
- Um grupo de cerca de 130 militares médicos, engenheiros, bombeiros e técnicos de Israel começa a trabalhar nas primeiras horas de hoje (28) nas operações de resgate na região de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Os israelenses trouxeram equipamentos modernos para rastreamento, com capacidade de captação de imagens e detectores de vozes e ecos.

-A foto que você viu nas redes sociais de uma menina gritando, solitária, no meio da lama não tem qualquer relação com o terrível desastre ocorrido em Brumadinho na última sexta-feira (25). O mesmo acontece com a chocante imagem de uma grávida, ainda jovem, dona de um barrigão, deitada de lado e totalmente coberta por lama que você recebeu no WhatsApp. Ela também não estava em Minas Gerais quando a barragem da Vale rompeu, levando terror à região metropolitana de Belo Horizonte. Como era previsível, junto com a onda de rejeitos que avança pelo Rio Paraopeba, veio o tsunami de notícias falsas. Um monte de informações, fotos e vídeos que alimenta a tristeza, trunca o debate e horroriza ainda mais uma nação. Haja checagem de fatos para dar conta disso também.

Desde sexta-feira, os fact-checkers profissionais já localizaram dezenas de imagens com legendas truncadas e de vídeos requentados que buscam angariar cliques ao fazer uma falsa associação com o triste episódio de Minas Gerais. As mentes perversas — aquelas que criam essas postagens e se alimentam de não sei o quê num momento tão comovente como este — foram longe no tempo e no espaço para irrigar as redes de vídeos enganosos. E o fizeram em pouquíssimas horas. 
Na manhã de sábado, ganhou força no Facebook uma gravação que supostamente mostrava "o momento exato" em que a barragem de Brumadinho tinha ruído. Falso . A gravação exibia o desmoronamento de parte das obras de uma usina hidrelétrica em Sinop (MT), ocorrido em outubro de 2015. Ou seja, nenhuma relação com MG. Mas, naquele momento, ninguém parou para verificar a informação. A maioria dos comentários que acompanham a postagem segue a linha do "Meu Senhor, tende piedade" daqueles que ali estavam, mostrando a crença total dos usuários de redes sociais naquele conteúdo maldosamente compartilhado.

- As polícias militar e civil de Minas Gerais investigam pedidos de doações supostamente destinadas a vítimas do rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho.
“Infelizmente, o serviço de inteligência da polícia militar, cruzando com a polícia civil, tem detectado em muitas mídias sociais aproveitadores”, informou o major Flávio Santiago.
“A defesa civil não precisa de nenhuma doação no momento. Isso é muito importante frisar. Ela não pede depósito, não pede dinheiro, não tem nenhuma conta para que isso seja compartilhado. Até porque, se tiver, estará no site oficial da Defesa Civil de Minas Gerais”, disse.

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