Governo busca reequilibrar contas para recuperar economia, diz Dilma


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (22), ao inaugurar uma fábrica em Piracicaba (SP), que o governo "persegue" o reequilibrio das contas públicas, algo considerado por ela "essencial" para que o país recupere a economia.

Desde o início do ano o governo adotou conjunto de ações para reduzir gastos e reequilibrar as contas da União. O chamado ajuste fiscal é composto por medidas provisórias e projetos de lei enviados pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional para diminuir as despesas e aumentar a arrecadação.

Nesta quarta, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) divulgarão nesta quarta em Brasília o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º bimestre de 2015.
"Hoje nós perseguimos o reequilíbrio das contas públicas, que é uma parte essencial para que a economia se recupere. Nós já tomamos um conjunto de medidas, e algumas já estão dando resultado, como é o caso do realinhamento dos preços [...] e tem dado resultado também o fato de que tem havido aumento das exportações", disse a presidente em Piracicaba.

Ao longo dos últimos meses, Dilma defendeu o ajuste em eventos dos quais participou. Ela tem dito que as medidas são necessárias para o país retomar o crescimento econômcio e garantir a continuidade dos programas sociais.

Durante o discurso desta quarta, a presidente afirmou que o governo continuará adotando medidas "microeconômicas" para garantir "ambiente de negócios mais amigável" para os investidores. Em sua fala, ela também citou o "imenso esforço" para manter os principais programas do governo em andamento, como o Minha Casa, Minha Vida.

"Sem dúvida, nós estamos em um ano de travessia, mas, também, estamos em um ano de possibilidades. Estamos atualizando as bases da nossa economia e nós iremos voltar a crescer dentro do nosso potencial. Nosso objetivo é consolidar a expansão da classe média no Brasil porque queremos que o Brasil seja um país de classe média e, ao mesmo tempo, queremos competitividade em relação aos demais países", acrescentou.

Meta fiscal
Segundo o Blog da Cristiana Lôbo, o governo decidiu, diante da crescente queda de arrecadação deste ano, diminuir a meta de superávit de 1,2% do PIB (equivalente a R$ 66,7 bilhões) para, no máximo, 0,2%, índice que deve somar algo em torno de R$ 10 bilhões. Além disso, informou a colunista do G1, deverá ser anunciado nesta quarta um novo corte no Orçamento, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

Ao falar sobre a possível decisão do governo de reduzir a meta de superávit, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira no Rio de Janeiro que a atitude será "um sinal horrível".

"O ajuste acaba correndo atrás do mesmo ponto, você corta mais, aumenta receita, aumenta impostos e ao mesmo tempo a arrecadação e você precisa de mais ajuste. Esse é o problema que a gente está vivendo, é um problema que precisa ser resolvido. Só a redução da meta fiscal é um sinal horrível. Agora, se isso for um contexto de situações que você mostre que você está no caminho certo, o mercado deve entender", disse Cunha.


G1 
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Autor Radio Cenecista - FM 89.9 Picui PB

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